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Festival Mundial de Juventude 2004/03/14
Vai realizar-se em Barcelona de 08 a 14 de Agosto o Festival Internacional de Juventude. > Vê como participar no Festival Mundial de Juventude.
5º Aniversário do Referendo de Timor Leste 2004/08/28
“Em 30 de Agosto de 1999, contra todos os medos, um Povo ergueu-se e fez do seu voto, a sua bandeira e o seu futuro. Depois do referendo nada ficou como dantes. E nasceu Timor.”
Decorridos cinco anos sobre esta data histórica e decisiva para o Povo Timorense importa relembrar e dar a conhecer as imagens daqueles dias de esperança e de futuro.
A exposição resulta da colectânea de apontamento fotográficos e textos que os participantes da Missão Oficial Portuguesa de Observação do Referendo de Timor Leste, integrada por dois elementos da SUL, Claudia Caldeirinha e Rui Correia, colocados respectivamente nos Centros de Votação de Denpassar/Bali e Ujung Pandang (Sullawesy) na Indonésia, realizaram entre 22 de Junho e 07 de Setembro, durante a Fase de Recenseamento, Campanha Cívica, Campanha Política, Votação e Anúncio de Resultados.
A Exposição foi oficialmente inaugurada em Outubro de 1999 em Lisboa, com apresentações em Dili, Macau, Maputo, Aveiro, Coimbra e Porto.
A Exposição é composta de 45 fotos, sendo acompanhada de um placar informativo e de cubo expositor com material utilizado na Consulta Popular (Urna de Voto, boletins, etc ...).
A exposição estará patente ao público de 28 de Agosto a 11 de Setembro na Loja do Cidadão em Aveiro (Rua Dr Orlando Oliveira – Forca). Dias úteis: 8:30/19:30 - Sábados: 9:30/15:00
Cabinda prepara manifestação de apelo à paz para o próximo dia 11 de Julho 2004/06/29
Cabinda - Está em preparação para o próximo dia 11 de Julho uma manifestação de apelo à paz em Cabinda, revelou o presidente da Associação Cívica Mpalabanda, Agostinho Chicaia, numa entrevista por telefone ao Ibinda.com, ao som do vai e vem dos helicópteros de reabastecimento das tropas angolanas que se encontram posicionadas nas zonas mais agrestes do Maiombé.
«Neste momento, após a proclamação da Mpalabanda e a elaboração do seu programa, temos vido a incidir as nossas acções fundamentalmente na observação do respeito dos Direitos Humanos e nas actividades culturais», adiantou Agostinho Chicaia, num conciso balanço dos primeiros meses de acção da associação.
Em relação à defesa dos Direitos Humanos, o presidente da associação cívica cabinda adiantou que pretendem elaborar «um relatório documentado para o fim deste ano» sobre estas violações. «Neste momento estamos a fazer o controlo e a constatação destas violações dos direitos humanos, o que é um assunto muito sensível e um trabalho muito difícil. Mesmo assim temos enviado sobre o terreno activistas da Mpalabanda para recolher todos os testemunhos e materiais», acrescentou.
Quanto às actividades sócio culturais da associação, o mesmo responsável salientou os eventos do 4 de Abril. «Por ocasião do aniversário de cessar-fogo entre o MPLA e a UNITA, quando a paz em Angola tem uma data para ser comemorada, Cabinda ainda não tem essa data para ser comemorada, porque ainda não há paz em Cabinda», sublinhou Chicaia, fazendo ainda referência às comemorações do «quinto aniversário das Mães de Cabinda contra a guerra, também em Abril», quando se opunham ao envio dos filhos para o conflito.
«Tentámos também sensibilizar para a necessidade de se dar nomes aos bairros de Cabinda, que tenham haver com a nossa própria história. Não é lógico que ainda existam bairros com o nome ‘A vitória é certa’ ou «A Luta Continua’», adiantou ainda o presidente da Mpalabanda.
Desde as tentativas de proclamação da associação, as relações entre os seus corpos directivos e o Governo provincial «crisparam-se», razão pela qual a Mpalabanda tenta uma «aproximação» com as autoridades locais. «Tentamos também uma maior proximidade com o Governo local, dado que as condições que foram, infelizmente, criadas para a proclamação da Mpalabanda criaram um clima de tensão, nesses encontros falamos igualmente da questão da cidadania. Assim, temos mantido contactos com várias instituições governamentais, desde a ‘Secreta’ até aos militares, onde esclarecemos os objectivos da associação e apelamos ao respeito dos direitos do nosso povo», referiu ainda Agostinho Chicaia
Para este responsável, o silêncio das populações bindas à repressão e opressão a que estão sujeitas, refutadas pelo Governo angolano, tem de ser analisado por outro prisma. «A pressão em Cabinda é revelada pelo medo que as pessoas têm de falar, são prisioneiras de consciência», garante. E acrescenta: «Os mecanismos criados pelo Governo, para manter o povo na miséria, aliados à repressão, provocam naturalmente este medo de contar a verdade da situação e a ficar no silêncio, daí que o considero ‘prisioneiro de consciência’».
Recentemente, o Conselho de Ministros de Angola decidiu desbloquear uma verba de 370 de dólares para o desenvolvimento de Cabinda, decisão que Agostinho Chicaia classifica como «uma palhaçada». «Ninguém sabe se esse dinheiro é um acréscimo ao dinheiro que o Governo tem de dar para o desenvolvimento de Cabinda, se é parte das receitas petrolíferas. Além do mais, o Governo não conhece as realidades em termos sociais e de saúde de Cabinda», alega. «Por isso mesmo», refere ainda, «nós queremos participar nessas decisões, porque conhecemos as necessidades deste povo, a Mpalabanda também nasceu para responder a isso».
O ministro do Interior angolano, Van Dunén, declarou à antena da Voz da América (VOA) que a Mpalabanda é mais uma organização política que verdadeiramente uma associação cívica. Agostinho Chicaia reage a esta afirmação declarando que «esse discurso é típico das ditaduras democráticas». Na sua opinião, «o MPLA nunca esteve preparado para ouvir a outra parte da verdade. Assim, continua a seguir a mesma filosofia do comunismo, ou seja, a denegrir, a adulterar as instituições não governamentais que pretendem agir independentemente».
Um dos programas previstos para breve pela Mpalabanda é a organização de uma manifestação para o próximo dia 11 Julho. O presidente da associação confirma essa data e adianta que, neste momento, estão a trabalhar para «cumprir escrupulosamente naquilo que a lei exige» e a «sensibilizar e apelar à população» para o evento. «O que pretendemos com essa manifestação, é despertar a comunidade internacional que ‘fazer a guerra para a acabar com a guerra’ não é uma solução. Nessa manifestação vamos apelar ao fim da guerra e sensibilizar para que se criem os mecanismos definitivos para por termo ao conflito», revelou ao Ibinda.com.
No entanto, em Cabinda, a difusão de apelos não governamentais encontra constantemente entraves, situação que o responsável da Mpalabanda revela ter aprendido a enfrentar: «Como temos vedados todos os meios de comunicação aqui existentes, todos estatais, somos obrigados a fazer a nossa acção junto das igrejas, assim como nos locais onde se juntam as pessoas». O objectivo é «sensibilizar os mais velhos, os jovens, crianças, independentemente do seu estrato social e de todos os quadrantes da vida em Cabinda», explicou.
«Temos, igualmente, programado fazer uma petição onde manifestamos que não queremos que nos matem mais. Essa petição será destinada principalmente ao Governo angolano e às Nações Unidas», concluiu Agostinho Chicaia.
(c) PNN - agencianoticias.com
Portugal fará contribuição adicional à Guiné-Bissau para a área da saúde 2004/06/25
Lisboa - A cooperação portuguesa vai fazer uma contribuição adicional de 500.000 euros à Guiné-Bissau, antes mesmo da definição de um programa indicativo trienal, dadas as «necessidades prementes» do país na área da saúde, anunciou esta quarta-feira a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Portugal, Manuela Franco.
Esta ajuda tem em vista os objectivos prioritários de dotar a reabilitação do Hospital Simão Mendes, em Bissau, e de reforçar a prestação de cuidados básicos de saúde em Bafatá, revelou Manuela Franco, que esta manhã participou numa audição pública, na Sala do Senado da Assembleia da República (AR), em Lisboa, sobre «Ajuda Humanitária à Guiné-Bissau».
A sessão de abertura, na qual interveio a secretária de Estado, contou com a presença do presidente da AR, Mota Amaral, e do embaixador guineense, Joãozinho Vieira Có, tendo sido moderada pela vice-presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal/Guiné-Bissau, a deputada Aurora Vieira.
(c) PNN - agencianoticias.com
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