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Documentação


Secção: A SUL NOS MEDIA

Fluxos Migratórios      O Povo Sarahui - 25 Anos de Luta e Esquecimento     

Secção: ALBUNS

Angola     

Secção: DIREITOS HUMANOS

Relatório de Direitos Humanos 2001 da União Europeia      Sahara Ocidental - Um pouco de história     

Secção: PAÍSES

Angola      Birmânia      Brasil      Cabo Verde      Guiné Bissau      Moçambique      Portugal      S Tomé e Príncipe      Sahara Ocidental      Timor Leste     

Secção: RELATÓRIOS

Cidade Velha - Um Novo Futuro      O Referendo de Timor Leste     

Secção: TERRITÓRIOS

Estado de Goa      Macau (Região Administrativa Especial da República Popular da China)     

A SUL NOS MEDIA

  • Fluxos Migratórios

    Entrevista a Rui Correia, publicada no Jornal O Aveiro
    -------------------------------------------------------------------------------------

    Os Cidadãos estrangeiros residentes em Portugal têm os mesmos direitos que os Portugueses, sendo que esse direito formal na prática não é exercido no quotidiano.
    Os emigrantes vieram para Portugal, naturalmente á procura de melhorar o seu estatuto mas na realidade continuam pobres. Esta situação de frustração em relação às expectativas ganha mais expressividade na 2ª geração que não aceita as condições de vida dos pais e aspiram a uma vida melhor, representando assim um potencial de instabilidade. Os filhos parecem de alguma forma destinados perpetuar o estatuto social dos pais, existindo grande insucesso escolar e abandono ao nível da escolaridade mínima. Enquanto não entram no mercado de trabalho ficam sujeitos aos apelos da marginalidade. Afirmam-se pela sua africanidade, constituindo grupos de “rap” mas também gangs.

    È necessário pois fazer um grande trabalho de formação e inserção social.

    Portugal foi tradicionalmente um país exportador de mão de obra, actualmente assiste-se à situação inversa. Mas essa experiência recente é determinante para ajudar a desenvolver a capacidade de acolhimento das comunidades migrantes.

    Não se trata de criar uma situação de paternalismo/proteccionismo mas um apoio solidário às comunidades/minorias na luta pelos seus direitos.

    È necessário realizar um trabalho consciente e efectivo contra a exclusão, não permitindo que com as políticas governamentais de inserção, apenas se substituam as barracas em guetos por Guetos de betão, possibilitando a integração efectiva das comunidades nos espaços de acolhimento.

    O relacionamento intercultural é conceito novo em desenvolvimento na Europa, Portugal e os portugueses pelas suas condições culturais próprias, têm condições particulares para estabelecerem novas e eficazes formas de realizar a integração das comunidades residentes, devendo a sua situação ser analisada realisticamente e não apenas de forma romântica.

    Deve-se combater a tendência simplista e redutora que pretende sempre identificar as comunidades emigrantes com os socialmente marginalizados. Devem antes ser entendidas como um factor positivo que introduz nova dinâmica na economia nacional contribuindo para a produção de riqueza e diversidade cultural.

    Entre as questões que se colocam como obstáculo à vinda dessas comunidades está sempre a ideia de que eles vêem retirar oportunidades de emprego a quem já cá está. Mas esta ideia é de algum modo contrariada pela noção de que o pleno emprego nunca foi conseguido, sendo que a tendência que Portugal tal como a Alemanha irá cada vez mais e necessariamente empenhar-se na redução do horário de trabalho, abrindo assim a possibilidade de maior oferta de emprego.

    Portugal enfrenta actualmente como país de imigração que já é, os desafios que não só problemas, da diversidade sociocultural, devendo encontrar as resposta necessárias para capacitar o desenvolvimento harmónico da sociedade e das comunidades que nos procuram.

    Vivemos cada vez mais na chamada “aldeia global” e ela é tão mais aldeia, não só no domínio da comunicação, mas também e sobretudo, o que constitui uma radical forma de organizar os espaços políticos e as relações a nível planetário, no domínio da partilha de oportunidades.

    Não serão certamente as barreiras físicas e políticas que obstarão à procura de melhores condições de vida na Europa e nos chamados países desenvolvidos, por aqueles que habitam os espaços vazios de futuro que são o terceiro mundo. Um pouco como vai cada vez mais sendo noticia pelas transfegas de mão de obra nas fronteiras que limitam estes dois mundos, seja no Mediterrâneo ou na fronteira México/Estadunidense.

    A única forma de resolver de facto esta tendência natural seria a de propiciar condições efectivas de desenvolvimento, bem estar e futuro a essas comunidades nos países e lugares de origem. Isto seria possível necessariamente através de um esforço concertado de cooperação e pela eliminação das condições (mercado, etc.) que provocam e agravam os desequilíbrios. Condições geradoras de pobreza se o entendermos bem, até a nível global pela exclusão do todo da humanidade no processo de crescimento e progresso. Desequilibras que são em última instância, muitas vezes, pela ilusão e pela miragem a origem do fenómeno dos fluxos migratórios.

    A SUL Associação de Cooperação para o Desenvolvimento e o movimento das ONGD Organizações Não Governamentais de Desenvolvimento, têm dado uma especial atenção a esta problemática tentando contribuir de forma positiva para a eliminação das barreiras e condições discriminatórias existentes, pela integração efectiva das comunidades e minorias étnicas nos países hóspedes e sobretudo pela criação de condições que lhes permitam aspirar a um futuro melhor nos seus países de origem.

    Rui Correia

A SUL nos Media

  • O Povo Sarahui - 25 Anos de Luta e Esquecimento

    Em 1976 um povo e uma nação foram invadidos na sequência da retirada da potência colonial Europeia e ocupados pela nação vizinha sujeitos ás maiores atrocidades, opressão e tortura.
    Há vinte cinco anos que esse povo sujeito a uma ocupação opressiva se vê privado dos seus direitos fundamentais e repetidamente os mais elementares direitos humanos são violados.
    Forçados ao exílio empreenderam uma luta de libertação contra o inimigo ocupante.

    Não, não estamos a falar de Timor nem da Indonésia mas de uma realidade bem mais próxima - a apenas 1200 km do nosso cantinho á beira mar, mas tão longe das nossas consciências, e no entanto com imensas similitudes. O Sahara Ocidental.

    Colónia Espanhola desde 1884, o Sahara Ocidental (antigos territórios do Rio do Ouro e Saguia el Hamra), é abandonado em 1975 pela potência colonial em sequência das fortes pressões internacionais e das resoluções da ONU para que libertasse o território. Com a retirada do exército espanhol do Sahara , Marrocos, vizinho do Norte com interesses no território organiza a conhecida Marcha Verde, pretensa ocupação pacífica. Simultaneamente a Mauritânia ocupa militarmente ¼ do território a sul. A riqueza das jazidas minerais (maiores jazidas de fosfatos do mundo) e a riqueza piscícola do território foram os motivos que despertaram a voracidade dos seus vizinhos.
    Com a ocupação militar do território e sujeitos às maiores brutalidades os Sahraouis em grande número fogem para o deserto argelino debaixo dos bombardeamentos Marroquinos. Instalam-se em vários acampamentos, nas proximidades da fronteira com o Sahara, conforme as suas povoações de origem, vivendo desde então e até ao presente no meio da adversidade mais extrema apenas graças à ajuda internacional e à esperança.

    Em 1976 (27 FEV) nasce a RASD (República Árabe Sahraoui Democrática) que inicia a resistência armada contra Marrocos.

    Em 1991 ambas as partes acordam num cessar fogo e aceitam um plano de paz que passaria pela realização de um Referendo de autodeterminação. Com este objectivo as Nações Unidas constituem uma Missão de Paz – a MINURSO, responsável pela realização de um Censo Eleitoral que possa determinar a escolha livre em referendo do povo Sahraoui. Referendo que passados 9 anos se encontra posto em causa sobretudo pela contínua intervenção de Marrocos em todo o processo de recenseamento.

    Hoje cumprem-se 25 anos da Declaração de Independência da RASD que reconhecida por um grande número de países (aprox. 75) tem merecido a ajuda e a solidariedade da comunidade internacional.

    Portugal acusou com razão os países que hipocritamente dizendo-se defensores da democracia e dos direitos humanos nada fizeram em prol da defesa dos direitos do povo Timorense. Mas, por outro lado nada tem feito pela luta de autodeterminação do povo do Sahara Ocidental, apesar das similitudes de ambos os casos.

    Nas deambulações de conquistas e descoberta de antanho a costa de Rio de Ouro era nosso território de saque em que se filhava e matava sem escrúpulos, carregando escravos para o mercado de Lagos. Ignorada a região que entregue se deu à nossa vizinha Espanha, procuramos mais tarde essa costa próxima para em jeito de saque exaurirmos os seus recursos piscícolas, tratando e negociando concessões de pesca com o ocupante em detrimento dos legítimos interesses do povo Sahraoui e da sua soberania. Numa dessas investidas dos nossos pesqueiros às águas do Sahara Ocidental alguns Portugueses foram feitos reféns pelo exército Sahraoui privando em cativeiro com o seu povo. Só então os Portugueses mais informados tiveram conhecimento desta situação. Situação feita pública nos Media que Portugal e os Portugueses logo esqueceram tão logo quanto deixaram de frequentar aquelas águas.

    Não se pode entender este distanciamento, tão mais inexplicável quanto a proximidade no-lo contraria e nos desperta. Quando por toda a Europa um enorme número de Governos, Autoridades Locais e ONG’s se solidarizam com a causa Sahraoui , nomeadamente em Espanha, França, Suíça e Itália, em Portugal é absolutamente inexpressivo o movimento de solidariedade para com eles.

    A SUL tem desenvolvido desde 1995 uma série de actividades de solidariedade com o povo Sahraoui, apelando ao envolvimento da população Portuguesa nesta causa humanitária, tão olvidada por nós.

    Portugal já mostrou que sabe ser solidário. Timor é o exemplo. O Sahara espera por nós aqui tão perto ...

    SUL

ALBUNS

  • Angola


    Campo de Refugiados de Damba Maria / Benguela
    (1996) Projecto Crescer em Angola [Rui Correia]

    Marginal de Luanda
    (1996) Projecto Crescer em Angola [Rui Correia]

    Salão de Beleza - Luanda
    (1996) Projecto Crescer em Angola [Rui Correia]

    Tenda de apoio às crianças de rua - Associação Quadruplo - Luanda
    Curso de Gestão Associativa (1998) [Ermelinda Alves]

    Aula do Curso de Gestão Associativa
    (1998) [Luis Leal]

    Cozinha da Associação Quadruplo
    Curso de Gestão Associativa (1998) [Ermelinda Alves]

    Responsável da Associação
    Curso de Gestão Associativa (1998) [Ermelinda Alves]

    Recepção aos monitores do CGA/Angola (1998)

DIREITOS HUMANOS

  • Relatório de Direitos Humanos 2001 da União Europeia

    O Relatório de Direitos Humanos 2001 da União Europeia, proporciona informação detalhada sonre as iniciativas promovidas pela UE de 01 Julho 2000 a 30 Julho 2001. (Disponível em Inglês)

    Relatório 2001

  • Sahara Ocidental - Um pouco de história


    Foto: Carla Soares
    (Material militar capturado ao exército Marroquino - Tindouf)

    O Sahara Ocidental - antiga colónia espanhola do noroeste de África - é o último país do continente que aguarda a independência. Desde 1973 que a Frente Polisario (Frente Popular do Saguia El Hamra e Rio do Ouro) vem lutando por esse objectivo. Em 1975, a Espanha - a troco de algumas compensações económicas, nomeadamente na exploração das ricas jazidas de fosfatos de Bu Craa e dos recursos piscícolas da Zona Económica Exclusiva sarahui - abandona o território e deixa os, até então, seus cidadãos magrebinos à sorte da invasão dos vizinhos Marrocos e Mauritânia, numa situação algo semelhante e no mesmo período em que ocorre a invasão de Timor pelo vizinho Indonésio. A maioria da população civil foge para a Argélia onde, no extremo sueste do território, instala campos de refugiados. Em Fevereiro de 1976, a Frente Polisario proclama a República Árabe Sarahui Democrática que, depressa, recebe o reconhecimento por parte de muitos Estados, em particular africanos. Depois de 18 anos de guerra, o Conselho de Segurança das Nações Unidas adopta um Plano de Paz para o Sahara Ocidental. Desde então, a Missão das Nações Unidas para o Referendo no Sahara Ocidental - MINURSO - controla o cessar-fogo, decretado em 6 de Setembro de 1991, e tem por tarefa a preparação do referendo de autodeterminação, que deverá conceder aos sarahuis - e apenas aos sarahuis - o direito de expressar pelo voto a sua vontade, através da seguinte questão :"deseja a integração em Marrocos ou a Independência?"

    Muito embora as semelhanças com a situação vivida em Timor Leste e apesar da proximidade geográfica do Sahara Ocidental a situação vivida naquela região não conseguiu ainda mobilizar a solidariedade e atenção do povo Português contrariamente ao que ocorre com a sociedade civil espanhola perfeitamente solidária com o Povo Saharaui.

PAÍSES

  • Angola

    DADOS BÁSICOS

    População: 12,478,000 (1999)
    Área: 1,246,700 KM2
    Capital: Luanda
    Moeda: Kwanza
    Língua oficial: Português
    _________________________


    Angola

  • Birmânia

    DADOS BÁSICOS

    População: 45,059,000 (1999)
    Área: 676,580 KM2
    Capital: Yangon (Rangoon)
    Moeda: Kyat
    Língua Oficial: Birmanês
    _________________________

    Birmânia

  • Brasil

    DADOS BÁSICOS

    População: 167,988,000 (1999)
    Área: 8,511,969 KM2
    Capital: Brasilia
    Moeda: Real
    Língua oficial : Português
    _________________________

    Brasil


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