|
|
|
PESQUISA
HOME
INSTITUICIONAL
ÁREAS
DONATIVOS
COMÉRCIO JUSTO
|
Na Declaração de IRS - Apoie a SUL
Agora já pode decidir o destino dos seus impostos
Sem qualquer encargo adicional para si pode consignar 0,5% do imposto liquidado a favor de Instituições de Utilidade Pública que prossigam fins de benificiência, assistência ou humanitários.
O que fazer para decidir o destino a dar aos meus impostos?
Preencher no MODELO 3 ANEXO H QUADRO 9 da Declaração de IRS
> SUL COOPERAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO e o NIF
> 502 969 580
É simples e não lhe custa nada.
SUL está registada ao abrigo da Lei nº 16/2001, art.32º nº 6 de 22 de Junho, junto da Direcção Geral das Contribuições e Impostos para receber o seu donativo.
Obrigado pela sua colaboração,
Esperamos poder fazer a diferença pelo seu contributo para a construção de um mundo melhor
Agradecemos também que se possível divulgue esta informação pelos seus contactos.
-
Calendário
- Efemérides
- Datas históricas
- Anos Internacionais
- Décadas das Nações Unidas
Agora poderá ver o dia de hoje ou até a data do seu aniversário na história.
A SUL cria novo site para o Comércio Justo.
Online poderá agora fazer a diferença contrariando os desíquilibrios e as injustiças comerciais entre a produção e o consumo. Entre em:
O Guia do Mundo 2002
|
|
|
|
Documentação
|
Secção: A SUL NOS MEDIA
Fluxos Migratórios O Povo Sarahui - 25 Anos de Luta e Esquecimento
Secção: ALBUNS
Angola
Secção: DIREITOS HUMANOS
Relatório de Direitos Humanos 2001 da União Europeia Sahara Ocidental - Um pouco de história
Secção: PAÍSES
Angola Birmânia Brasil Cabo Verde Guiné Bissau Moçambique Portugal S Tomé e Príncipe Sahara Ocidental Timor Leste
Secção: RELATÓRIOS
Cidade Velha - Um Novo Futuro O Referendo de Timor Leste
Secção: TERRITÓRIOS
Estado de Goa Macau (Região Administrativa Especial da República Popular da China)
|
A SUL NOS MEDIA- Fluxos Migratórios
Entrevista a Rui Correia, publicada no Jornal O Aveiro -------------------------------------------------------------------------------------
Os Cidadãos estrangeiros residentes em Portugal têm os mesmos direitos que os Portugueses, sendo que esse direito formal na prática não é exercido no quotidiano. Os emigrantes vieram para Portugal, naturalmente á procura de melhorar o seu estatuto mas na realidade continuam pobres. Esta situação de frustração em relação às expectativas ganha mais expressividade na 2ª geração que não aceita as condições de vida dos pais e aspiram a uma vida melhor, representando assim um potencial de instabilidade. Os filhos parecem de alguma forma destinados perpetuar o estatuto social dos pais, existindo grande insucesso escolar e abandono ao nível da escolaridade mínima. Enquanto não entram no mercado de trabalho ficam sujeitos aos apelos da marginalidade. Afirmam-se pela sua africanidade, constituindo grupos de “rap” mas também gangs.
È necessário pois fazer um grande trabalho de formação e inserção social.
Portugal foi tradicionalmente um país exportador de mão de obra, actualmente assiste-se à situação inversa. Mas essa experiência recente é determinante para ajudar a desenvolver a capacidade de acolhimento das comunidades migrantes.
Não se trata de criar uma situação de paternalismo/proteccionismo mas um apoio solidário às comunidades/minorias na luta pelos seus direitos.
È necessário realizar um trabalho consciente e efectivo contra a exclusão, não permitindo que com as políticas governamentais de inserção, apenas se substituam as barracas em guetos por Guetos de betão, possibilitando a integração efectiva das comunidades nos espaços de acolhimento.
O relacionamento intercultural é conceito novo em desenvolvimento na Europa, Portugal e os portugueses pelas suas condições culturais próprias, têm condições particulares para estabelecerem novas e eficazes formas de realizar a integração das comunidades residentes, devendo a sua situação ser analisada realisticamente e não apenas de forma romântica.
Deve-se combater a tendência simplista e redutora que pretende sempre identificar as comunidades emigrantes com os socialmente marginalizados. Devem antes ser entendidas como um factor positivo que introduz nova dinâmica na economia nacional contribuindo para a produção de riqueza e diversidade cultural.
Entre as questões que se colocam como obstáculo à vinda dessas comunidades está sempre a ideia de que eles vêem retirar oportunidades de emprego a quem já cá está. Mas esta ideia é de algum modo contrariada pela noção de que o pleno emprego nunca foi conseguido, sendo que a tendência que Portugal tal como a Alemanha irá cada vez mais e necessariamente empenhar-se na redução do horário de trabalho, abrindo assim a possibilidade de maior oferta de emprego.
Portugal enfrenta actualmente como país de imigração que já é, os desafios que não só problemas, da diversidade sociocultural, devendo encontrar as resposta necessárias para capacitar o desenvolvimento harmónico da sociedade e das comunidades que nos procuram.
Vivemos cada vez mais na chamada “aldeia global” e ela é tão mais aldeia, não só no domínio da comunicação, mas também e sobretudo, o que constitui uma radical forma de organizar os espaços políticos e as relações a nível planetário, no domínio da partilha de oportunidades.
Não serão certamente as barreiras físicas e políticas que obstarão à procura de melhores condições de vida na Europa e nos chamados países desenvolvidos, por aqueles que habitam os espaços vazios de futuro que são o terceiro mundo. Um pouco como vai cada vez mais sendo noticia pelas transfegas de mão de obra nas fronteiras que limitam estes dois mundos, seja no Mediterrâneo ou na fronteira México/Estadunidense.
A única forma de resolver de facto esta tendência natural seria a de propiciar condições efectivas de desenvolvimento, bem estar e futuro a essas comunidades nos países e lugares de origem. Isto seria possível necessariamente através de um esforço concertado de cooperação e pela eliminação das condições (mercado, etc.) que provocam e agravam os desequilíbrios. Condições geradoras de pobreza se o entendermos bem, até a nível global pela exclusão do todo da humanidade no processo de crescimento e progresso. Desequilibras que são em última instância, muitas vezes, pela ilusão e pela miragem a origem do fenómeno dos fluxos migratórios.
A SUL Associação de Cooperação para o Desenvolvimento e o movimento das ONGD Organizações Não Governamentais de Desenvolvimento, têm dado uma especial atenção a esta problemática tentando contribuir de forma positiva para a eliminação das barreiras e condições discriminatórias existentes, pela integração efectiva das comunidades e minorias étnicas nos países hóspedes e sobretudo pela criação de condições que lhes permitam aspirar a um futuro melhor nos seus países de origem.
Rui Correia
A SUL nos Media- O Povo Sarahui - 25 Anos de Luta e Esquecimento
Em 1976 um povo e uma nação foram invadidos na sequência da retirada da potência colonial Europeia e ocupados pela nação vizinha sujeitos ás maiores atrocidades, opressão e tortura. Há vinte cinco anos que esse povo sujeito a uma ocupação opressiva se vê privado dos seus direitos fundamentais e repetidamente os mais elementares direitos humanos são violados. Forçados ao exílio empreenderam uma luta de libertação contra o inimigo ocupante.
Não, não estamos a falar de Timor nem da Indonésia mas de uma realidade bem mais próxima - a apenas 1200 km do nosso cantinho á beira mar, mas tão longe das nossas consciências, e no entanto com imensas similitudes. O Sahara Ocidental.
Colónia Espanhola desde 1884, o Sahara Ocidental (antigos territórios do Rio do Ouro e Saguia el Hamra), é abandonado em 1975 pela potência colonial em sequência das fortes pressões internacionais e das resoluções da ONU para que libertasse o território. Com a retirada do exército espanhol do Sahara , Marrocos, vizinho do Norte com interesses no território organiza a conhecida Marcha Verde, pretensa ocupação pacífica. Simultaneamente a Mauritânia ocupa militarmente ¼ do território a sul. A riqueza das jazidas minerais (maiores jazidas de fosfatos do mundo) e a riqueza piscícola do território foram os motivos que despertaram a voracidade dos seus vizinhos. Com a ocupação militar do território e sujeitos às maiores brutalidades os Sahraouis em grande número fogem para o deserto argelino debaixo dos bombardeamentos Marroquinos. Instalam-se em vários acampamentos, nas proximidades da fronteira com o Sahara, conforme as suas povoações de origem, vivendo desde então e até ao presente no meio da adversidade mais extrema apenas graças à ajuda internacional e à esperança.
Em 1976 (27 FEV) nasce a RASD (República Árabe Sahraoui Democrática) que inicia a resistência armada contra Marrocos.
Em 1991 ambas as partes acordam num cessar fogo e aceitam um plano de paz que passaria pela realização de um Referendo de autodeterminação. Com este objectivo as Nações Unidas constituem uma Missão de Paz – a MINURSO, responsável pela realização de um Censo Eleitoral que possa determinar a escolha livre em referendo do povo Sahraoui. Referendo que passados 9 anos se encontra posto em causa sobretudo pela contínua intervenção de Marrocos em todo o processo de recenseamento.
Hoje cumprem-se 25 anos da Declaração de Independência da RASD que reconhecida por um grande número de países (aprox. 75) tem merecido a ajuda e a solidariedade da comunidade internacional.
Portugal acusou com razão os países que hipocritamente dizendo-se defensores da democracia e dos direitos humanos nada fizeram em prol da defesa dos direitos do povo Timorense. Mas, por outro lado nada tem feito pela luta de autodeterminação do povo do Sahara Ocidental, apesar das similitudes de ambos os casos.
Nas deambulações de conquistas e descoberta de antanho a costa de Rio de Ouro era nosso território de saque em que se filhava e matava sem escrúpulos, carregando escravos para o mercado de Lagos. Ignorada a região que entregue se deu à nossa vizinha Espanha, procuramos mais tarde essa costa próxima para em jeito de saque exaurirmos os seus recursos piscícolas, tratando e negociando concessões de pesca com o ocupante em detrimento dos legítimos interesses do povo Sahraoui e da sua soberania. Numa dessas investidas dos nossos pesqueiros às águas do Sahara Ocidental alguns Portugueses foram feitos reféns pelo exército Sahraoui privando em cativeiro com o seu povo. Só então os Portugueses mais informados tiveram conhecimento desta situação. Situação feita pública nos Media que Portugal e os Portugueses logo esqueceram tão logo quanto deixaram de frequentar aquelas águas.
Não se pode entender este distanciamento, tão mais inexplicável quanto a proximidade no-lo contraria e nos desperta. Quando por toda a Europa um enorme número de Governos, Autoridades Locais e ONG’s se solidarizam com a causa Sahraoui , nomeadamente em Espanha, França, Suíça e Itália, em Portugal é absolutamente inexpressivo o movimento de solidariedade para com eles.
A SUL tem desenvolvido desde 1995 uma série de actividades de solidariedade com o povo Sahraoui, apelando ao envolvimento da população Portuguesa nesta causa humanitária, tão olvidada por nós.
Portugal já mostrou que sabe ser solidário. Timor é o exemplo. O Sahara espera por nós aqui tão perto ...
SUL
|
|
|
|
|
|
|
|
Se precisa de alguma informação, quer deixar algum apontamento ou comentário, não deixe de nos contactar.
E não se esqueça de assinar o nosso livro de visitas:
|
|