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Documentação
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Secção: A SUL NOS MEDIA
Fluxos Migratórios O Povo Sarahui - 25 Anos de Luta e Esquecimento
Secção: ALBUNS
Angola
Secção: DIREITOS HUMANOS
Relatório de Direitos Humanos 2001 da União Europeia Sahara Ocidental - Um pouco de história
Secção: PAÍSES
Angola Birmânia Brasil Cabo Verde Guiné Bissau Moçambique Portugal S Tomé e Príncipe Sahara Ocidental Timor Leste
Secção: RELATÓRIOS
Cidade Velha - Um Novo Futuro O Referendo de Timor Leste
Secção: TERRITÓRIOS
Estado de Goa Macau (Região Administrativa Especial da República Popular da China)
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A SUL nos Media- O Povo Sarahui - 25 Anos de Luta e Esquecimento
Em 1976 um povo e uma nação foram invadidos na sequência da retirada da potência colonial Europeia e ocupados pela nação vizinha sujeitos ás maiores atrocidades, opressão e tortura. Há vinte cinco anos que esse povo sujeito a uma ocupação opressiva se vê privado dos seus direitos fundamentais e repetidamente os mais elementares direitos humanos são violados. Forçados ao exílio empreenderam uma luta de libertação contra o inimigo ocupante.
Não, não estamos a falar de Timor nem da Indonésia mas de uma realidade bem mais próxima - a apenas 1200 km do nosso cantinho á beira mar, mas tão longe das nossas consciências, e no entanto com imensas similitudes. O Sahara Ocidental.
Colónia Espanhola desde 1884, o Sahara Ocidental (antigos territórios do Rio do Ouro e Saguia el Hamra), é abandonado em 1975 pela potência colonial em sequência das fortes pressões internacionais e das resoluções da ONU para que libertasse o território. Com a retirada do exército espanhol do Sahara , Marrocos, vizinho do Norte com interesses no território organiza a conhecida Marcha Verde, pretensa ocupação pacífica. Simultaneamente a Mauritânia ocupa militarmente ¼ do território a sul. A riqueza das jazidas minerais (maiores jazidas de fosfatos do mundo) e a riqueza piscícola do território foram os motivos que despertaram a voracidade dos seus vizinhos. Com a ocupação militar do território e sujeitos às maiores brutalidades os Sahraouis em grande número fogem para o deserto argelino debaixo dos bombardeamentos Marroquinos. Instalam-se em vários acampamentos, nas proximidades da fronteira com o Sahara, conforme as suas povoações de origem, vivendo desde então e até ao presente no meio da adversidade mais extrema apenas graças à ajuda internacional e à esperança.
Em 1976 (27 FEV) nasce a RASD (República Árabe Sahraoui Democrática) que inicia a resistência armada contra Marrocos.
Em 1991 ambas as partes acordam num cessar fogo e aceitam um plano de paz que passaria pela realização de um Referendo de autodeterminação. Com este objectivo as Nações Unidas constituem uma Missão de Paz – a MINURSO, responsável pela realização de um Censo Eleitoral que possa determinar a escolha livre em referendo do povo Sahraoui. Referendo que passados 9 anos se encontra posto em causa sobretudo pela contínua intervenção de Marrocos em todo o processo de recenseamento.
Hoje cumprem-se 25 anos da Declaração de Independência da RASD que reconhecida por um grande número de países (aprox. 75) tem merecido a ajuda e a solidariedade da comunidade internacional.
Portugal acusou com razão os países que hipocritamente dizendo-se defensores da democracia e dos direitos humanos nada fizeram em prol da defesa dos direitos do povo Timorense. Mas, por outro lado nada tem feito pela luta de autodeterminação do povo do Sahara Ocidental, apesar das similitudes de ambos os casos.
Nas deambulações de conquistas e descoberta de antanho a costa de Rio de Ouro era nosso território de saque em que se filhava e matava sem escrúpulos, carregando escravos para o mercado de Lagos. Ignorada a região que entregue se deu à nossa vizinha Espanha, procuramos mais tarde essa costa próxima para em jeito de saque exaurirmos os seus recursos piscícolas, tratando e negociando concessões de pesca com o ocupante em detrimento dos legítimos interesses do povo Sahraoui e da sua soberania. Numa dessas investidas dos nossos pesqueiros às águas do Sahara Ocidental alguns Portugueses foram feitos reféns pelo exército Sahraoui privando em cativeiro com o seu povo. Só então os Portugueses mais informados tiveram conhecimento desta situação. Situação feita pública nos Media que Portugal e os Portugueses logo esqueceram tão logo quanto deixaram de frequentar aquelas águas.
Não se pode entender este distanciamento, tão mais inexplicável quanto a proximidade no-lo contraria e nos desperta. Quando por toda a Europa um enorme número de Governos, Autoridades Locais e ONG’s se solidarizam com a causa Sahraoui , nomeadamente em Espanha, França, Suíça e Itália, em Portugal é absolutamente inexpressivo o movimento de solidariedade para com eles.
A SUL tem desenvolvido desde 1995 uma série de actividades de solidariedade com o povo Sahraoui, apelando ao envolvimento da população Portuguesa nesta causa humanitária, tão olvidada por nós.
Portugal já mostrou que sabe ser solidário. Timor é o exemplo. O Sahara espera por nós aqui tão perto ...
SUL
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