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Agora poderá ver o dia de hoje ou até a data do seu aniversário na história.
A SUL cria novo site para o Comércio Justo. Online poderá agora fazer a diferença contrariando os desíquilibrios e as injustiças comerciais entre a produção e o consumo. Entre em:


O Guia do Mundo 2002

 
 
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Loja de Solidariedade da
SUL Cooperação e Desenvolvimento

Loja de Solidariedade
A SUL através do Comércio Justo pretende ajudar os produtores a viver dos seus próprios recursos e capacidades, mediante o pagamento de um preço justo, unindo produtores e consumidores proporcionando-lhes apoio e formação.

Na Loja de Solidariedade poderá encontrar jogos tradicionais do Nepal, Camisas do Kenia, joalharia do Perú... e muitos outros produtos, elaborados por excelentes artesãos de todo o mundo.

Os Produtos da loja têm a garantia de terem sido produzidos respeitando os critérios do Comércio Justo.

Descubra os produtos artesanais de excelente qualidade executados por produtores de África, Asia e da América Latina na nossa Loja de Comércio Justo.

Aqui poderá encontrar:

Clicando em Publicações da SUL poderá também aceder e adquirir os trabalhos que editamos, entre livros e videos, etc.
Pontos de Divulgação e Venda de Comércio Justo
> Aveiro
SUL (Sede social) Rua das Pombas (Edif. Ex-Armazéns Gerais da Câmara Municipal de Aveiro) 3810-150 Aveiro
Tel. 234.348116, Email : comercio.justo@sul-online.org

> Lisboa
Largo Cristovão da Gama, nº 6 - A, - Damaia de Baixo, 2720-152 Amadora
Parceria entre a SUL e "Ecos do Sul - Loja do Mundo".
Horário de funcionamento (9h às 20h).
Tel.21 4767750, Email : ecosdosul@mail.telepac.pt


Comércio Justo - Catálogo



Por que falamos de um preço justo?
São os produtores quem fixa os preços na origem. Este preço reflecte os custos reais da produção (matéria prima e mão de obra, incluindo os gastos sociais e do meio ambiente) e para além disso deve permitir aos produtores manter uma vida digna e obter uma margem para investimentos futuros.
As importadoras e as lojas de Comércio Justo reduzem as suas margens para que o preço de venda ao público resultante seja competitivo.
Comércio INJUSTO
Para que possamos entender porque falamos de Comércio Justo temos que compreender porque o comércio internacional convencional se tornou injusto. No Comércio Internacional importa distinguir os países do norte e os países do sul.
Por países do norte entendemos aqueles que têm as economias mais desenvolvidas países do "primeiro mundo", enquanto no sul se encontra grande parte dos países menos desenvolvidos os países do "terceiro mundo".
Os países mais pobres possuem grandes desvantagens pela situação em que se encontram no mercado internacional. Esta situação tem em muitos casos explicação na estrutura herdada da época colonial que explorava esses países como produtores de matéria prima, enquanto os países do norte concentravam as industrias, serviços e manufacturação. Em muitos casos as exportações dos países do sul reflectem a produção em regime de monocultura. A dependência da monocultura é geradora de instabilidade dificultando a diversificação da produção. Para além disso os produtos exportados são matéria prima ou produtos alimentares que constituem mercados instáveis e alatmente dependentes de factores de risco como o clima ou os desastres naturais. Por estes factos muitas das matérias primas e produtos alimentares sofreram uma continuada baixa nas últimas décadas.
Por outro lado o protecionismo que os países do norte praticam na defesa dos produtos mais sensíveis nos seus mercados internos são factor de agravamento da capacidade de colocação das exportações dos países do sul. Exemplo dessas políticas são a protecção do mercados de trigo nos EUA e a PAC na União Europeia. Por último temos as empresas trans nacionais que têm cada vez mais poder no comércio internacional. As transnacionais têm as suas sedes nos países desenvolvidos e os seus interesses são coincidentes com os destes países mais ricos. O desenvolvimento dos países em que trabalham ou as condições dos trabalhadores e produtores na origem não lhes interessa.
Por todos estes motivos surge o conceito de Comércio Justo e a necessidade de criar uma alternativa que tenha em conta não só o benefício económico mas também o bem estar social e o respeito pelo meio ambiente. O seu objectivo é o de que não existam predadores no comércio internacional..
História do Comércio Justo
O Movimento do Comércio Justo iniciou-se na Holanda tendo sido aberta a primeira loja naquele país em 1969. A partir dessa data o movimento rápidamente se extendeu aos Páises Baixos, Alemanha, Suiça, Austria, França, Suécia e Reino Unido. Em 1990 após 10 anos de cooperação informal surge por iniciativa das várias ONGs e ATOs (Alternative Trading Organizations) que trabalhavam o CJ a Associação Europeia de Comércio Justo > EFTA, a Federação Internacional de Comércio Alternativo > IFAT e uma organização de certificação de produtos do CJ a Organização de Comércio Justo > FLO.
Definição de Comércio Justo
(Definição alcançada na última conferência de IFAT em Maio de 1999)
O Comércio Justo é uma forma alternativa ao comércio convencional internacional. É um acordo de comércio que procura como objectivo o desenvolvimento sustentável para produtores excluídos ou desfavorecidos. Pretende melhorar as condições comerciais através da sensibilização pública e de campanhas.
As 10 regras do Comércio Justo :
> Redução da cadeia de intermediários
> Pagamento de um preço justo ao produtor
> Condições laborais dignas
> Sem descriminação de sexo, raça ou religião ...
> Condena qualquer forma de exploração de trabalho infantil
> Pagamento adiantado damercadoria (até 60 %)
> Investimento dos resultados em benefício da população
> Respeito pelo meio ambiente
> Produtos de qualidade.
Redes de Comércio Justo
EFTA (European Fair Trade Association / Associação Europeia de Comércio Justo)
Federação que integra 11 organizações de Comércio Justo de 9 países peuropeus que importam produtos CJ de aproximadamente 400 grupos de produtores económicamente desfavorecidos de África, Ásia e América Latina. Os membros de EFTA são organizações da Austria, Belgica, França, Alemanha, Itália, Holanda, Espanha, Suiça e reino Unido.

IFAT (International Federation on Alternative Trade / Federação Internacional de Comércio Alternativo).
Reúne 148 organizações de CJ de África, Ásia, Austrália América do Sul, América do Norte e Europa. Pretende constituir-se como um forum de discussão e coordenação entre grupos de importadores e produtores, promovendo campanhas e intercâmbios entre as diferentes organizações que integram a Federação.

NEWS (The Network of European World Shops Trade / Rede Europeia de Lojas do Mundo).
Coordenadorea de Lojas de CJ Europeias. NEWS possibilita a comunicação directa entre os seus membros e organiza campanhas de âmbito nacional e internacional. Actua sobretudo realizando pressão política no âmbito Europeu para o crescimento e fortalecimento do movimento CJ.

RELACC (Rede latino Americana de Comercialização Comunitária).
Fundada em 1991 com o objectivo de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, fortalecendo as organizações participantes pela comercialização comunitária. RELACC é um exemplo da crescente constituição de organizações de CJ também nos países do Sul.

FLO (Fair trade Organization / Organização de Comércio Justo).
FLO é a organização internacional de certificação de produtos de comércio justo. Permite a mais de 800,000 produtores e familias em mais de 40 países beneficiar da certificação dos seus produtos pela colocação de um selo de garantia de Comércio Justo. FLO garante que os produtos vendidos em qualquer parte do mundo com um selo de Comércio Justo respeita as condições e o código ético de CJ, contribuindo para o desenvolvimento dos produtores mais desfavorecidos.


Os Produtores

África
    Quénia
    BOMBOLULU WORKSHOP Organização fundada em 1969 para oferecer oportunidades de trabalho a mulheres incapacitadas. Bombolulu transformou-se em uma das melhores exportadoras de bijuteria do Quénia contribuindo para o desenvolvimento de mais de 260 homens e mulheres incapacitados. Os trabalhadores recebem um a remuneração de aproximadamente o dobro do salário mínimo. Para além disso desde 1993 introduziram um sistema médico, um fundo de poupanças e empréstimos e um programa de escolarização. KISUMU INOVATION CENTRE ONG que põe em marcha soluções inovadoras e sustentáveis de ajuda a micro projectos e pequenos empresários do Oeste do Quénia. Os produtos desenvolvidos por Kisumu são promovidos por Ziwa Creations, companhia criada para fornecer serviços de Marketing aos pequenos produtores.
América do Sul
    Perú
    MANUELA RAMOS O Movimento Manuela Ramos nasceu em 1978 com a missão de contribuir para melhorar a condição e posição das mulheres. O nome Manuel Ramos (típico peruano) pretende fazer referência a qualquer mulher peruana anónima Manuela Ramos leva a efeito diversos programas obre direitos humanos, saúde e direitos sexuais e reprodutivos, geração de receitas, comunicação e imagem institucional. Através da Loja “La casa de la Mujer Artesana, situada em Lima, comercializam artesanato de mais de 50 oficinas de diferentes regiões do Peru. Para além disso organizam feiras denominadas “Manos Artesanas” e desde 1998 a primeira “Feira Latino americana da Mulher Artesã”. A organização Solidaridad nternacional importadora de produtos desta colectividade desenvolve projectos nomeadamente na melhora da capacitação / formação e comercialização dos produtos.
    CANDELA Organização que desde 1996 trabalha na promoção e apoio a pequenos produtores e a suas famílias. Um dos seus projectos actuais é a promoção e apoio aos produtores da noz peruana. A noz é um dos escassos recursos florestais do bosque que são economicamente rentáveis para a região. Aproximadamente um quarto da população no departamento amazónico de Madre de Dios depende das receitas geradas por esta actividade para viver, e o seu desenvolvimento é crucial para evitar que os recolectores se dediquem a extrair madeira, ou por outras actividades que impliquem a depreciação da floresta amazónica. Candela a partir do coco da noz peruana desenvolveu o fabrico de velas aromáticas.
    MINKA ONG criada em 1979 para desenvolver acções de promoção social e económica com produtores artesanais das áreas mais deprimidas do país. Durante os últimos 10 anos alcançou a comercialização da produção de aproximadamente 9800 produtores, sendo merecedora por duas vezes do prémio nacional de exportação de artesanato. Actualmente o trabalho de Minka centra-se na investigação para alcançar uma eficaz transferência de conhecimentos aos beneficiários por forma a assegurar a sua autogestão e na renovação das estratégias de marketing para melhorar o seu mercado.
Ásia
    Filipinas
    TALA Oficina de artesanato situada a 50 km de Manila no qual trabalham cerca de 200 pessoas. Esta oficina foi criado no inicio dos anos 80 com o objectivo de reduzir a pobreza existente e dar aos habitantes da cidade uma forma de ganhar a vida. Elaboram bonecas representativas dos contos populares e diversos artigos para crianças. Antes de saírem da oficina os artigos são examinados um a um. Não se desperdiça o material sobrante e qualquer resto é reutilizado em novos e criativos produtos.
    India
    JAI JAGAT (CALCUTA) Comunidade Gandhiana que elabora papel com o espirito de respeito as tradiciões e a dignidade e integridade das pessoa. A matéria prima utilizada é o algodão puro, cola vegetal e eventualmente misturas de fibras vegetais. Os produtos apresentados pela SUL provém do importador Italiano Due Valli International, pequena cooperativa Italiana de comercio Justo que transforma o papel produzido por Jai Jagat com desenhos italianos distribuindo-os no circuito do comércio internacional.
    Nepal
    A.C.P. (Association for Craft Producers) é uma ONG Nepalesa fundada em 1985 com dois objetivos principais: um é a promoção da mulher pela remuneração das actividades artesanais e o outro é a criação das condições necessárias para que as mulheres possam dispôr dos seus rendmentos. A produção inclui todo o tipo de artesanato: textil, cerámica, cestaria, cobre, madeira e papel; pretendendo, por outro lado, revalorizar e manter as técnicas e tradições ancestrais. A maioria dos membros da A.C.P. pertencem às classes baixas ou etnias que vivem nas montanhas. O número total de mulheres que trabalham para a organizacão é de 500. A maior parte delas vivem no campo e o trabalho que lhes proporciona A.C.P. evita terem que se deslocar ás cidades com o inconveniente que lhes traria. Apesar de ser uma organizacão dirigida ás mulheres, 5% dos membros são homens. A.C.P. permite às artesãs seguir cursos de produção e comercializacão mas também cursos de alfabetizacão e formação profissional. Depois de um periodo de formação as mulheres trabalham em suas casas, os ganhos que obtêm superam os rendimentos medios permitindo-lhes viver dignamente.
    MANUSHI Organização fundada em 1991 em resposta às solicitações das mulheres do meio rural de ajuda prática. As mulheres provenientes de famílias de baixos rendimentos ou de grupos étnicos marginalizados, recebem formação em produção artesanal e gestão empresarial. Manushi reviveu antigas tradições artesanais nepalesas como a arte de tecer os tecidos ou os texteis extraídos de uma urtiga própria das montanhas do Himalaia.
    Sri Lanka
    A Ilha de Ceilão. No sul da India, depende actualmente do chá, que representa um terço do total das suas exportações. O chá negro com aroma de limão e mel cultiva-se em plantações em que não se utiliza nenhum tipo de produto químico. São supervisadas pelo Instituto Experimental do Chá do Sri Lanka. As cestas de palmeira dão trabalho a uma cooperativa de 500 mulheres na povoação de Dambadeniya. Na venda de cada caixa uma parte reverte para um Fundo de Desenvolvimento da aldeia. Solidaridad Internacional distribui o chá de Ceilão em colaboração com organizações de Comércio Justo Italianas, Espanholas e a SUL em Portugal.


 

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